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-439 DIAS PARA O CARNAVAL 2011

 

 

Postado por Edgar Filho, Beto Mussa e Simas | 17/04/12 - 11:34

saideira de ouro

Estatística

Clique para ampliarEscolhemos, de 1968 a 2012, os melhores sambas de cada ano, em nossa opinião. Houve algumas unanimidades, mas não em todos os 45 anos. Daí resolvemos fazer uma estatística, para traduzir em números o que ocorrera.

Vamos a ela.


1. De 45 desfiles, houve unanimidade em 19 oportunidades (mede as obras-primas circunstanciais de cada safra):

1968: Salgueiro - Dona Beja, feiticeira de Araxá - Salgueiro - Didi e Aurinho da Ilha
1972: Vila Isabel - Onde o Brasil aprendeu a liberdade - Unidos de Vila Isabel - Martinho da Vila
1973: Em Cima da Hora - O saber poético da literatura de cordel - Em Cima da Hora - Eládio Gomes (Baianinho)
1978: Salgueiro - Do Yorubá à luz, a aurora dos deuses - Salgueiro - Renato de Verdade
1980: Unidos da Tijuca - Delmiro Gouveia - Unidos da Tijuca - Adauto Magalha, Adriano, Clomar e Ronaldo
1983: Ponte - Unidos da Ponte - E eles verão a Deus (autores: Mazinho, Ambrósio e Renatinho)
1984: Em Cima da Hora - Em Cima da Hora - Trinta e Três, destino dom Pedro Segundo (autores: Guará e Jorginho das Rosas)
1988: Vila Isabel - Unidos de Vila Isabel - Kizomba, festa da raça (autores: Rodolpho, Jonas e Luiz Carlos da Vila)
1997: Grande Rio - Grande-rio - Madeira-Mamoré, a volta dos que não foram lá no Guaporé (autores: Sabará, Muralha, Jarbas da Cuíca e Grajaú)
1998: Beija-Flor - O mundo místico dos caruanas nas águas do Patu-Anu (Beija-Flor) - autores: Alencar de Oliveira, Wilsinho Paz, Noel Costa, Baby e Marcão
1999: Unidos da Tijuca - O Dono da Terra (Unidos da Tijuca) - autores: Vicente das Neves, Carlinhos Melodia, Haroldo Pereira, Rono Maia e Alexandre Alegria
2000: Mangueira - Dom Oba II, rei dos esfarrapados, príncipe do povo (Mangueira) - autores: Marcelo D´Aguiã, Bizuca, Gilson Bernini e Valter Veneno
2002: Mangueira - Brasil com Z é pra cabra da peste, Brasil com s é nação do Nordeste (Mangueira) - autores: Lequinho e Amendoim
2003: Unidos da Tijuca - Agudás: os que levaram a África no coração e trouxeram para o coração da África o Brasil (Unidos da Tijuca) - autores: Rono Maia, Jorge Melodia e Alexandre Alegria
2004: Beija-Flor - Manoa, Manaus, Amazônia, terra santa: alimenta o corpo, equilibra a alma e transmite a paz - (Beija-Flor) - autores: Cláudio Russo, José Luis, Marquinhos e Jessey
2006: Arranco - Gueledés, o retrato das almas (Arranco do Engenho de Dentro) - autores: Sylvio Paulo, Espanhol, Fernando, Bola e Bira Só Pagode
2009: União de Jacarepaguá - A toda hora rola uma história, com samba e chorinho de Paulinho da Viola (União de Jacarepaguá) - autores: Alexandre Valle, Humberto Carlos, Elizeu, Jarbas e Paulo Cabeça Branca
2010: Vila Isabel - Noel, a presença do poeta da Vila (Vila) - autor: Martinho da Vila
2011: Império Serrano - A benção Vinicius (Império Serrano) - autores: Aluiso Machado, Henrique Hoffman, Paulinho Valenca, Popeye, Victor Alves e Zé Paulo

As campeãs são Vila Isabel e Unidos da Tijuca, unânimes em 3 anos.

Salgueiro, Mangueira, Beija-Flor e Em Cima da Hora têm duas unanimidades.

Ponte, Grande-Rio, Arranco, União de Jacarepaguá e Império Serrano têm uma unanimidade.

Nota-se uma concentração de unanimidades nos anos 2000, porque os sambas em geral caíram de qualidade, ficando mais fácil eleger um de destaque.

Clique para ampliar2. Votos por escola (mede as escolas com grandes sambas de enredo em geral, no período):

Salgueiro: 12

Vila Isabel: 11

União da Ilha: 10
Unidos da Tijuca: 10

Mangueira: 9

Em Cima da Hora: 8
Grande Rio: 8
Beija-Flor: 8

Imperatriz: 7
Portela: 7

Império Serrano: 6

Império da Tijuca: 5
Estácio: 5
Tradição: 5

União de Jacarepaguá: 4
Ponte: 4

Lucas: 3
Arranco: 3

Mocidade: 2
Inocentes: 2

Lins Imperial: 1
Caprichosos: 1
Arrastão: 1
Viradouro: 1
Cubango: 1
Rocinha: 1

Aqui foi possível observar a decadência das alas de compositores de algumas escolas, e notar que outras apareceram com bastante vigor, como a da Beija-Flor.

Clique para ampliar3. Número de anos em que a escola figura com pelo menos um voto (mede a regularidade de grandes sambas de enredo ao longo dos anos):

Salgueiro: 7 [68, 69, 74, 75, 78, 91, 92]
União da Ilha: 7 [74, 77, 82, 85, 89, 91, 01]

Vila Isabel: 5 [72, 87, 88, 10, 12]
Mangueira: 5 [90, 00, 01, 02, 07]
Portela: 5 [70, 71, 87, 95, 12]

Unidos da Tijuca: 4 [80, 95, 99, 03]
Grande Rio: 4 [92, 93, 94, 97]
Imperatriz: 4 [70, 90, 96, 05]
Império Serrano: 4 [69, 89, 96, 11]
Império da Tijuca: 4 [71, 81, 86, 07]

Em Cima da Hora: 3 [73, 76, 84]
Beija-Flor: 3 [98, 04, 05]
Estácio: 3 [75, 79, 93]
Tradição: 3 [85, 86, 87]
Lucas: 3 [69, 76, 81]

União de Jacarepaguá: 2 [77, 09]
Ponte: 2 [82, 83]
Mocidade: 2 [71, 74]

Arranco: 1 [06]
Inocentes: 1 [08]
Lins Imperial: 1 [79]
Caprichosos: 1 [82]
Arrastão: 1 [89]
Viradouro: 1 [94]
Cubango: 1 [08]
Rocinha: 1 [07]

Aqui foi possível notar quais escolas são, ou foram, grandes produtoras de sambas de enredo altíssima qualidade.

Um abraço a todos.

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Postado por Edgar Filho, Beto Mussa e Simas | 20/03/12 - 11:39

premiações

Saideira de Ouro - Parte III

Clique para ampliarEnfim, chegamos a nossa última lista do melhor samba de cada ano, e, como nas listagens anteriores, houve alguns anos em que não chegamos à definição de qual o melhor daquele ano, por isso postamos os indicados por cada um de nós. Para os anos onde houve duas indicações, o primeiro samba da lista foi o que conseguiu dois votos.

Vamos aos sambas de 1998 a 2012.

1998 - O mundo místico dos caruanas nas águas do Patu-Anu (Beija-Flor) - autores: Alencar de Oliveira, Wilsinho Paz, Noel Costa, Baby e Marcão

1999 - O Dono da Terra (Unidos da Tijuca) - autores: Vicente das Neves, Carlinhos Melodia, Haroldo Pereira, Rono Maia e Alexandre Alegria

2000 - Dom Oba II, rei dos esfarrapados, príncipe do povo (Mangueira) - autores: Marcelo D´Aguiã, Bizuca, Gilson Bernini e Valter Veneno

2001- Orum-Ayê (Boi da Ilha) - autores: Aloísio Villar, Paulo Travassos, Clodoaldo Silva e Silvana da Ilha
A seiva da vida (Mangueira) - autores: Marcelo D'Aguiã, Bizuca, Gilson Bernini e Clóvis Pê

2002- Brasil com Z é pra cabra da peste, Brasil com s é nação do Nordeste (Mangueira) - autores: Lequinho e Amendoim

2003 - Agudás: os que levaram a África no coração e trouxeram para o coração da África o Brasil (Unidos da Tijuca) - autores: Rono Maia, Jorge Melodia e Alexandre Alegria

2004 - Manoa, Manaus, Amazônia, terra santa: alimenta o corpo, equilibra a alma e transmite a paz - (Beija-Flor) - autores: Cláudio Russo, José Luis, Marquinhos e Jessey

2005 - O vento corta as terras dos pampas. Em nome do pai, do filho e do espírito guarani, sete povos na fé e na dor...sete missões de amor. (Beija-Flor) - autores: J.C. Coelho, Ribeirinha, Adilson China, Serginho Sumaré e Domingos P.S.
Uma delirante confusão fabulística (Imperatriz Leopoldinense) - autores: Josimar, Evaldo Ruy, Jorge Artur, Jorginho e PC

2006 - Gueledés, o retrato das almas (Arranco do Engenho de Dentro) - autores: Sylvio Paulo, Espanhol, Fernando, Bola e Bira Só Pagode

2007 - Minha pátria é minha língua (Mangueira) - autores: Lequinho, Junior Fionda, Aníbal e Amendoim
O intrépido santo guerreiro (Império da Tijuca) - autor: Bola
Gigante mundo dos pequenos (Acadêmicos da Rocinha) - autores: Claudinho, Leleco e Mauricio Amorim

2008 - Ewé, a cura vem da floresta (Inocentes de Belford Roxo) - autores: Claudio Russo, Carlinhos do Cavaco, Temtemzinho e Nino do Milênio
Mercedes Baptista, de passo a passo, um passo (Acadêmicos do Cubango) - autores: Diego Nicolau, Arthur Bernardes, Sardinha, Jr. Duarte e Carlinhos da Penha

2009 - A toda hora rola uma história, com samba e chorinho de Paulinho da Viola (União de Jacarepaguá) - autores: Alexandre Valle, Humberto Carlos, Elizeu, Jarbas e Paulo Cabeça Branca

2010 - Noel, a presença do poeta da Vila (Vila) - autor: Martinho da Vila

2011- A benção Vinicius (Império Serrano) - autores: Aluiso Machado, Henrique Hoffman, Paulinho Valenca, Popeye, Victor Alves e Zé Paulo

2012 - E o povo na rua cantando...É feito uma reza, um ritual (Portela) - autores: Wanderley Monteiro, Luiz Carlos Máximo, Toninho Nascimento e Naldo
Você sembo lá...que eu sambo cá! Ocanto livre de Angola (Unidos de Vila Isabel) - autores: Evandro Bocão, Arlindo Cruz, André Diniz, Leonel e Artur das Ferragens

Um abraço a todos.

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Postado por Edgar Filho, Beto Mussa e Simas | 13/03/12 - 19:23

premiações

Saideira de Ouro - parte II

Clique para ampliarMeus caros, dando seguimento às nossas escolhas do melhor samba de cada ano, o Saideira de Ouro, mais uma vez não conseguimos a unanimidade em todos os anos, e novamente, seguindo o definido na coluna anterior, colocaremos os sambas votados, e, da mesma forma já utilizada, nos anos em que foram indicados dois sambas, o primeiro da lista foi sempre o que recebeu dois votos.


Dessa vez mostraremos os nossos sambas escolhidos de 1983 a 1997, relembrando de que não estamos indicando os melhores de cada ano, mas sim o melhor na opinião de cada um de nós.

Vamos aos sambas:

1983 - Unidos da Ponte - E eles verão a Deus (autores: Mazinho, Ambrósio e Renatinho)

1984 - Em Cima da Hora - Trinta e Três, destino dom Pedro Segundo (autores: Guará e Jorginho das Rosas)

1985 - Tradição - Pássaro guerreiro, Xingu (autores: João Nogueira e Paulo César Pinheiro)
União da Ilha - Um herói, uma canção, um enredo (autores: Didi, Aurinho da Ilha e Aritana)

1986 - Tradição - Rei senhor, rei Zumbi, rei nagô (autores: João Nogueira e Paulo César Pinheiro)
Império da Tijuca - Tijuca: cantos, recantos e encantos (autores: Pedrinho da Flor, Baster, Belandi e Marinho da Muda)

1987 - Tradição - Sonhos de Natal (autores: João Nogueira e Paulo César Pinheiro)
Portela - Adelaide, a pomba da paz (autores: Neném, Mauro Silva, Isaac, Arizão, Carlinhos Madureira)
Unidos de Vila Isabel - Raízes (autores: Martinho da Vila, Ovídio Bessa e Azo)

1988 - Unidos de Vila Isabel - Kizomba, festa da raça (autores: Rodolpho, Jonas e Luiz Carlos da Vila)

1989 - União da Ilha - Festa profana (autores: J. Brito e Bujão)
Arrastão de Cascadura - Zezé, um canto de amor e raça (autores: Jacy Inspiração, Netinho, Amaury e Bebeto Arrastão)
Império Serrano - Jorge Amado, axé Brasil (autores: Beto Sem Braço, Aluízio Machado, Bicalho e Arlindo Cruz)

1990 - Terra brasilis, o que se plantou deu (autores: Zé Catimba, Preto Jóia, Tuninho Petróleo, Baianinho e Jorginho da Barreira)
Mangueira - E deu a louca no barroco (autores: Hélio Turco, Jurandir e Alvinho)

1991 - Acadêmicos do Salgueiro - Me masso se não passo pela rua do Ouvidor (Sereno, Luiz Fernando e Diogo)
União da Ilha - De bar em bar: Didi, um poeta (autor: Franco)

1992 - Acadêmicos do Grande Rio - Águas claras para um rei negro (autores: G. Martins, Adão Conceição, Barberinho, Queirós, e Nilson Kanema)
Acadêmicos do Salgueiro - O negro que virou ouro nas terras do Salgueiro (autores: Bala, Efe Alves, Preto Velho, Sobral e Tiãzinho do Salgueiro)

1993 - Estácio de Sá - A dança da lua (autores: Wilsinho Paz e Luciano Primo)
Acadêmicos do Grande Rio - No mundo da lua (autores: Nêgo, G. Martins, Adão Conceição, Carlinhos P2, Dicró, Jacy Inspiração, Juarez Dy Galvoza, Mais Velho, Rocco Filho e Ronaldo)

1994 - Acadêmicos do Grande Rio - Os santos que a África não viu (autores: Helinho 107, Rocco Filho, Roxidiê e Mais Velho)
Unidos do Viradouro - Teresa de Benguela, uma rainha negra no pantanal (autores: Cláudio Fabrino, Paulo César Portugal, Jorge Baiano e Rico Medeiros)

1995 - Portela - Gosto que me enrosco (autores: Noca da Portela, Colombo e Gelson)
Unidos da Tijuca - Os nove bravos do Guarani (autores: Espanhol e Dário Lima)

1996 - Imperatriz Leopoldinense - Imperatriz Leopoldinense honrosamente apresenta "Leopoldina, a imperatriz do Brasil" (autores: Jurandir, Dominguinhos do Estácio, Demarco e Carlinhos China)
Império Serrano - E verás que um filho teu não foge à luta (autores: Aluísio Machado, Lula, Beto Pernarda, Arlindo Cruz e Índio do Império)

1997 - Grande-rio - Madeira-Mamoré, a volta dos que não foram lá no Guaporé (autores: Sabará, Muralha, Jarbas da Cuíca e Grajaú)

Um abraço.

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Postado por Edgar Filho, Beto Mussa e Simas | 05/03/12 - 00:10

premiações

Saideira de Ouro

Clique para ampliarCaríssimos, durante os furdunços de Momo, em meio aos chocalhos, pandeiros, agogôs e tamborins, tivemos a ideia de escolhermos os melhores do carnaval. Não os melhores em cada um dos quesitos, como muitas premiações já fazem, mas apenas os melhores sambas de enredo, e não apenas desse ano.

Está criada a premiação "Saideira de Ouro", aquela que não fará festa para entrega de prêmios e não distribuirá troféu a nenhum escolhido. Nem sabemos se os mesmos ficarão lisonjeados com as nossas escolhas.

A brincadeira é escolhermos o melhor samba de enredo de cada ano, a partir de 1968, quando foi gravado oficialmente o primeiro disco de sambas de enredo do carnaval. Dividiremos a escolha em cada 15 anos de desfiles, ou seja, a primeira parte será de 1968 a 1982, a segunda de 1983 a 1997 e a terceira de 1998 a 2012.

Cada um de nós apontou seu samba favorito para cada ano e, para nossa surpresa, em apenas cinco carnavais tivemos uma unanimidade, o que demonstra, por si só, como é difícil definir qual o melhor samba, mesmo entre amigos com gostos parecidos nessa história.

Resolvemos não escolher um samba para os anos em que não ocorreu a unanimidade, mas sim indicar todos os sambas citados. Nos anos em que foram indicados dois sambas, o primeiro da lista foi sempre o que recebeu dois votos.

Mais uma observação. Não foram considerados sambas dos blocos, das escolas de Niterói ou alternativas, como a Quilombo.

Pois bem, depois de tantas explicações, vamos a relação dos escolhidos:

1968 - Dona Beja, feiticeira de Araxá - Salgueiro - Didi e Aurinho da Ilha

1969 - Bahia de todos os deuses - Salgueiro - Bala e Manuel Rosa
Rapsódia folclórica - Unidos de Lucas - Herlito Fonseca (Tolito), Nélson Pechincha
e Zavariz (Ruço)
Heróis da Liberdade - Império Serrano - Silas de Oliveira, Mano Décio e Manoel
Ferreira

1970 - Oropa, França e Bahia - Imperatriz Leopoldinense - Carlinhos Sideral e
Mathhias de Freitas
Lendas e mistérios da Amazônia - Portela - Catoni, Jabolo e Waltenir

1971 - O misticismo da África para o Brasil - Império da Tijuca - Mário Pereira (Marinho da
Muda), João Galvão e Wilmar Costa
Rapsódia da saudade - Mocidade - Toco
Lapa em três tempos - Portela - Ary do Cavaco e Rubens

1972 - Onde o Brasil aprendeu a liberdade - Unidos de Vila Isabel - Martinho da Vila

1973 - O saber poético da literatura de cordel - Em Cima da Hora - Eládio Gomes (Baianinho)

1974 - A festa do Divino - Mocidade - Tatu, Nezinho e Campo Grande
Lendas e festas das iabás - União da Ilha - Aroldo Melodia e Leôncio da Silva
Rei de França na ilha da assombração - Salgueiro - Zé Di e Malandro

1975 - Nos confins de Vila Monte - União da Ilha - Cezão
Os segredos das minas do rei Salomão - Salgueiro - Nininha Rossi, Dauro Ribeiro, Zé
Pinto e Mário Pedra
Festa do Círio de Nazaré - Unidos de São Carlos - Dario Marciano, Aderbal Moreira e
Nilo Mendes (Esmera)

1976 - Os Sertões - Em Cima da Hora - Edeor de Paula
Mar baiano em noite de gala - Unidos de Lucas - Carlão Elegante, Pedro Paulo e
Joãozinho

1977 - Domingo - União da Ilha - Aurinho da Ilha, Ione do Nascimento, Ademar Vinhaes,
Waldir da Vala
Banzo - União de Jacarepaguá - Norival Reis, Vicente Matos e Carlito Cavalcante

1978 - Do Yorubá à luz, a aurora dos deuses - Salgueiro - Renato de Verdade

1979 - Das trevas à luz do sol, uma odisséia dos Carajás - Unidos de São Carlos - Elinto Pires
e Leleco
A guerra do reino divino - Lins Imperial - Antero Marques e João Oliveira

1980 - Delmiro Gouveia - Unidos da Tijuca - Adauto Magalha, Adriano, Clomar e Ronaldo

1981 - Cataratas do Iguaçu - Império da Tijuca - Azeitona
O imperador de Paradas de Lucas - Unidos de Lucas - Álvaro Mattos, Garrido, Wilson
de Paula, Samuel e Natal

1982 - É hoje - União da Ilha - Didi e Mestrinho
O casamento de dona Baratinha - Unidos da Ponte - Mazinho e Ambrósio
Moça bonita não paga - Caprichosos de Pilares - Ratinho

Agora começa a parte mais interessante disto tudo, o contraditório, a indicação de outros sambas não relacionados. Queremos propor uma brincadeira adicional, que é cada um tentar identificar quem escolheu cada samba, pois, não custa lembrar, eles não possuem qualquer ordem de indicação.

Um forte abraço a todos.

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Postado por Edgar Filho, Beto Mussa e Simas | 04/02/12 - 00:12

carnaval

Vá ao Off-Carnaval (mas não me convide)

Clique para ampliarGosto de Carnaval. Desde moleque sempre aguardei o tríduo com grande expectativa e me esbaldei na maioria das vezes. É, provavelmente, influência de uma família que sempre gostou da fuzarca de Momo. Me recordo quando, numa raríssima exceção, embarquei na canoa furada de uma viagem para um sítio na Serra da Mantiqueira durante a folia. Passei, seguramente, alguns dos piores momentos da minha vida entre as matas, rios, pássaros canoros e banhos gelados de cachoeira. Jurei nunca mais me comportar como um sandeu.

É possível que o carnaval ocorra debaixo de chuva. Sem problemas. Já brinquei debaixo d´água e sob sol escaldante. Prefiro mil vezes a chuva. Já desfilei em escola de samba às dez horas da matina, com um calor de torrar os miolos do capeta, e por muito pouco não bati o pino. Debaixo de chuva qualquer conhaque vagabundo colabora; sob um calor senegalesco, no embalo do alalaô, não tem cerveja que resolva.

Mas não quero falar sobre meu passado de folião. Para mostrar que sou tolerante com os que detestam os dias de folia, preparei, consultando jornais, sítios na rede e amigos, uma lista de programas off Carnaval (gostaram da expressão afrescalhada? Copiei de uma revistinha d´O Globo). Vejam como pode também ser divertido ficar alheio ao evento. Eis aí a lista com dez programas para quem não é chegado no ziriguidum:

Clique para ampliar1- Em São Paulo estão programadas, como nos últimos anos, missas com os padres cantores Marcelo Rossi, aquele que canta imitando elefantes e girafas, e Antônio Maria, cujo ápice da carreira sacerdotal foi ter celebrado a histórica união entre Ronaldo Fenômeno e Daniella Cicareli no Castelo de Chantilly, na França, sob patrocínio da revista Caras. Programaço.

2- Mostra de filmes inéditos no Centro Cultural Banco do Brasil. Imperdível para os cinéfilos que detestam carnaval. Enquanto eu estiver me preparando para desfilar no Império Serrano, por exemplo, o sujeito pode assistir a filmes do diretor tunisiano, adepto do cinema contemplativo, Abdellatif Kechiche, curtir uma mostra de filmes de jovens documentaristas da Indonésia e assistir a uma maratona sobre o olhar feminino no cinema do leste europeu.

3- Teatro. Nada melhor que uma ida ao teatro para os que detestam a folia. Não é o meu caso. Sempre tive vergonha alheia, que o tempo transformou em verdadeiro horror, de ver alguém no palco representando um texto. É mais fácil me encontrarem visitando o túmulo do Marechal Floriano Peixoto no São João Batista ( jazigo 125 - A, podem conferir) do que numa peça teatral. Aliás, o São João Batista é também uma dica interessante para os inimigos de Momo. Para quem preferir o Caju, indico o túmulo do Barão do Rio Branco, em mármore monumental e mais alto do que o vão central da ponte Rio-Niterói. O cemitério de Paquetá tem mangueiras centenárias, clima bucólico e não se escuta qualquer baticum.

Clique para ampliar4- Camarotes das cervejarias na Marquês de Sapucaí; sempre repletos de celebridades e personalidades do mundo político. É, sem a menor dúvida, o melhor programa para quem de fato detesta carnaval. O camarote da Nova Schin, por exemplo, costuma contar com os serviços do Buffet Fasano Bambi Bi, da cheff Camila Fasano. Esse tipo de informação, sobre os menus servidos em camarotes e quejandos, costuma ser o mote da coluna do Joaquim Ferreira dos Santos, n´O Globo. Só não me perguntem que diabos quer dizer Bambi Bi.

5- Em Búzios ocorrerá um festival de música eletrônica, programa ideal para panssexuais suicidas e artistas de vanguarda antenados com a cena eletrônica européia. No Ceará, nos dias de folia, o quente é o festival Ceará in Rock. O objetivo do furdunço, segundo os organizadores, é promover a integração musical e ambiental, com a presença de atrações estrangeiras e da cena nordestina, como o Comando Etílico (RN) e o SCUD, grupo de vanguarda do rock piauiense.

6- A catedral mundial da Igreja Universal do Reino de Deus, na Avenida Dom Helder Câmara, promoverá a "maratona do descarrego". Durante quatro dias pastores realizarão exorcismos e descarregos em tempo integral. A igreja promete encerrar o evento com a realização do ritual da fogueira santa de Israel, onde os bilhetes com pedidos dos devotos arderão na pira do Leão de Judá. Promete ser mais animado que o desfile da Grande Rio falando sobre a superação do ser humano diante de adversidades.

7- Mostra "Carl Theodor Dreyer e Lars Von Trien: os cineastas da vida interior", na Caixa Cultural Rio. Programaço! Contem-me depois como foi assistir a maratona de filmes instrospectivos, com direito a um debate sobre o cinema dinamarquês ontem e hoje.

Clique para ampliar8- Caminhadas ecológicas. Eis um programa tremendamente interessante para os que detestam o tríduo. Há uma série de caminhadas ecológicas, que podem ser feitas com o auxílio de grupos especializados, previstas para o reinado de Momo. A empresa "Caminhos do Coração", por exemplo, organizará trilhas na Floresta da Tijuca, no Morro da Urca, na Pedra da Gávea e na Serra dos Orgãos, com direito a banhos de cachoeira e paradas para meditação. Deve ser tremendamente divertido, sobretudo se chover.

9- Festa na boate Privilège, em Búzios, com a dupla americana de house music Deep Dish. Em pleno sábado de carnaval, o programa ideal para os descolados e o público que curte (é isso que está escrito na propaganda do evento) a fusão entre música de vanguarda, moda vintage, filosofia e pop art. É o programa mais indicado para rapazes frescos e jovens lésbicas intelectualizadas.

10- Fim de semana prolongado no Hotel Fazenda Santa Cruz, nas imediações de Barra do Piraí. Leite tirado na hora, diversões temáticas para crianças, sessões de power yoga e tai-shi-shuan para a terceira idade e, importantíssimo, shows de MPB e jazz. Sessões de relaxamento com terapeutas especializados, massagens com pedras pegando fogo, oficinas de origami e palestras sobre culinária orgânica são opcionais e não estão incluídas no pacote.

Depois dessas dicas que provam, repito, minha compreensão em relação aos não carnavalescos, abrirei a primeira gelada do dia, às margens do Rio Maracanã, colocarei uma farofa nos pés de Exu, que não sou besta, e declararei em breve aberto o meu Carnaval.

Evoé!

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